Cada um à sua maneira, medroso um, relógio de repetição o outro, sábia a outra, garantiram ao chefão o que ele queria ouvir: “É você! É você!”
Caminhou mais um pouco, encontrou o tigre:
"Tigre”, disse em voz de estentor, “eu sou o rei da floresta. Certo?" O Tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais mal humorado e já arrependido, quando o Leão se afastou.
Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o Elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?". O Elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensangüentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".
M o r a l: Cada Um Tira Dos Acontecimentos A Conclusão Que Bem Entende”.
Millôr é pensador para qualquer aprendiz de fabulista ficar do tamanhinho de uma pulga. E esta pulga que vos escreve não foge à regra: não sou exceção. Mas sou atrevida e acrescento mais um parágrafo a muito educativa fábula do grande carioca.
Os Dados Biográficos do Leão são:
Nasceu príncipe, mal seu pai morreu virou Rei dos Animais, casou, teve filhos, netos, e reina impávido na Selva.
Já sua Biografia dirá:
Nasceu príncipe, mal seu pai morreu virou Rei dos Animais, casou, teve filhos, netos, um dia levou uma baita trombada do Elefante, perdeu a coroa. Morreu plebeu.
Moral Número Dois: como dizia um amigo que morava no Recife mas que de lá não era, “o jogo só termina no fim do término, pá”.
Do blog do Noblat
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