terça-feira, 15 de setembro de 2009

CAPITAL CAÓTICA

SEM POLÍCIA E SEM ÁGUA
No velho estilo coronel, o secretário de Segurança Raimundo Cutrim (DEM) ameaça cortar o ponto dos servidores em greve da Polícia Civil.

Esse tipo de atitude mostra o destempero do secretário ao lidar com situações de crise. Cutrim está sob fogo cruzado da Operação Manzuá e da greve dos policiais.

Vive uma crise de autoridade. Para demonstrar força, ameaça cortar o ponto dos grevistas, em vez de negociar.

A situação na Segurança revela um descontrole no governo Roseana Sarney (PMDB), onde secretários batem cabeça na disputa pelo poder.

Outro desgaste vem da crise no abastecimento de água. Um velho problema piorado com o rompimento da adutora do Italuis.

Enquanto capitais como Porto Alegre lutam para chegar perto de 100% de água tratada, em São Luís não tem sequer água "bruta" na maioria das torneiras.

Dentro da capital, em muitos bairros, é comum a velha cena da lata d’água na cabeça. Coisas da favela São Luís.

Em bairros como Apeadouro e Monte Castelo, por exemplo, água é luxo o ano todo. Come-se em pratos descartáveis porque não há como lavar a louça.

Os carros pipas já são habituais em muitos locais, gerando um novo tipo de negócio: vender água.

E assim vive essa favela. Com buracos pra todo lado, esgotos sempre escorrendo nas ruas e as torneiras vazias.
Pescado do blogue do Ed Wilson

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