segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A DÉCADA PERDIDA DO MARANHÃO



Roseana, a comandante em chefe da década perdida do Maranhão

O IMESC, órgão da Secretaria de Planejamento do governo do Maranhão, publicou um documento intitulado Indicadores de Conjuntura Econômica do Maranhão, com dados do IBGE, mostrando que na década de 90 o Estado apresentou resultados pífios.

A terra de José Sarney cresceu apenas 1,4% ao ano, enquanto o Nordeste cresceu 3,6% ao ano (157% a mais) e o Brasil cresceu 2,1% ao ano (50% a mais).

Vale anotar que os governadores desta década foram Edison Lobão e Roseana Sarney.

Essa foi à herança que o grupo comandado por José Sarney legou a José Reinaldo Tavares: um Maranhão em estado de insolvência com 159 municípios sem ensino médio e R$ 50 milhões mensais de dívidas consignadas do caixa do Estado.

Vale lembrar, que José Reinaldo era vice-governador de Roseana, assumiu o governo em abril de 2002, se reelegeu e entregou o Maranhão saneado a Jackson Lago em 2007.

No mandato de José Reinaldo, o Maranhão cresceu a taxa de 6,9% ao ano, enquanto o Nordeste cresceu 4,5% ao ano e o Brasil cresceu 4,0% ao ano, um crescimento de 153% a mais que o Nordeste e 172% a mais que o Brasil.

Estes números positivos fazem parte do documento do IMESC divulgados agora no mandato, ganho no tapetão por Roseana Sarney.

Como diz o dito popular “contra números não há argumentos” e esses estão nas estatísticas oficiais do IBGE.

O problema é que apesar do curto mandato, Roseana caminha para destruir as conquistas ocorridas entre 2002 e 2007.

As medidas adotadas até agora por Roseana indicam que sim. O governo dela está tomando emprestando cerca de R$ 1 bilhão. R$ 800 milhões do BNDES e R$ 250 milhões da Caixa Econômica Federal.

Foram empréstimos tomados por ela na década perdida de 90 que destruíram o Maranhão, que hoje paga cerca de R$ 60 milhões/mês ao governo federal. Esses novos empréstimos acrescentarão algo em torno de mais R$ 100 milhões/ano.

Para pagar os novos empréstimos o Maranhão será obrigado a retirar recursos de setores como saúde, segurança pública, educação e infraestrutura.

A pergunta que não quer calar é a seguinte:

Será que os maranhenses, que em 2006 reprovaram nas urnas os oito anos de governo de Roseana, serão capazes de não se deixar enganar pela maciça propaganda governamental que assola a mídia maranhense desde que ela assumiu no tapetão o governo?

Especialistas em Maranhão afirmam que Roseana não conseguirá distorcer os números da década perdida de 90.

Para esses analistas, ainda, está fresco na memória dos maranhenses que Roseana era a comandante em chefe da tragédia que assolou o Maranhão durante doze anos (1990 a 2002). Para eles, ela foi reprovada em 2006 e será em 2010.

Direto da Varanda: Chico Bruno




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