Texto e fotos Luiz Antonio Morais
Manhã de segunda feira, primeiro de fevereiro, tempo nublado. Um dia comum na Cidade dos Lagos nesta época invernosa.
A cidade ainda dorme, muitos ressacados após a noitada de domingo, seja na seresta do Armandu’s Bar, no Parque Dilú Melo ou das “pedras de responsa” no VianÁfrica, na Avenida Luis Couto.
Muitos moradores ainda não encontraram o que fazer. Outros mantem a rotina de levar o pão de cada dia para a família. O lago é um dos principais redutos dessa labuta diária.
Em meio a essa rotina de calmaria, bem ao modo das cidades interioranas, nos deparamos com uma pequena “reunião” de moradores em torno da mesinha de um bar, no areal. No centro da mesa, uma garrafa de pinga e rodelas de limão, acerolas vermelhinhas e outros petiscos que aliviam as caretas dos consumidores, entre um gole e outro.
Ao lado, uma mesa de sinuca sem jogadores, serve de mesa para outros consumidores de cerveja.
Conversa vai, conversa vem, surge uma carrocinha carregada de sacas de arroz, recentemente colhido na polêmica plantação no leito do lago. Rapidamente, os grãos são derramados e espalhados por uma espátula de madeira no asfalto ainda frio, dessa manhã sem sol.
A galera, seu Régis, Ednilson, Emílio, Kininho e Robertinho, logo recebem a companhia de dois ilustres conhecidos. Um deles, o Nôca (falaremos dele em seguida). O outro, Miruca, chega com uma bolsa a tiracolo, bem no estilo “Patropi”, personagem do Zorra Total da Rede Globo. Questionado sobre o que carregava, Miruca exibe cerca de dez cds piratas, todos de coletânea de músicas internacionais dos anos 70. Segundo ele, para ouvir nos bares por onde for tomar uma pinga.
Não demora, chega mais uma figuraça bem conhecida no bairro da Matriz. É o José Itevaldo, o "Pilão", que não se fez de rogado e tomou uma lapada de meio quarto de pinga, para logo sair em disparada pela rua grande.
Edinilson, o “Irmão” é o mais falante da turma e logo tenta “evenenar” de brincadeira o copo de Nôca, com um suposto frasco de chumbinho. Nôca tem pavor da morte, por isso derrama rapidamente a aguardente e troca de copo. Todos se divertem com a cena, encerrada com um gesto de carinho de “Irmão”, veja foto.
A primeira garrafa de pinga já estava embaixo da mesa, enquanto o seu “Luiz da Cabeça de Preto”, dono do bar, providenciava uma novinha, com lacre.
Nisso, um pescador aparece com uma rede repleta de pequenos “carraus”, uma piranha preta e um camarão da Malásia gigante, que logo são exibidos para fotos.
O pescador, que não disse o nome, toma uma dose de pinga, coloca os seus apetrechos de pesca no ombro e ganha o caminho.
Quanto a nós, ficamos mais um pouquinho ouvindo hilariantes histórias e piadas vianenses, nos deliciando com esses momentos inesquecíveis, enquanto aguardávamos um cozido de “crumatá” para o almoço, numa manhã normal de fevereiro, na nossa querida Viana.
2 comentários:
Viana nunk vai deixar de ser a princessinha da baixada e de tds os vianenses que por algum motivo tiveram que deixa-la.saudades eternas...
Viana sempre sera a melhor cidade da baixada,nao p so p mim,mas p tds qe ja moraram ou ainda moram nessa maravilhosa cidade...xaudades de viana..
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