domingo, 27 de novembro de 2011

Roseana perde o controle e o Maranhão está sob nova direção

Está igual bolo em fim de festa o primeiro ano de mandato da governadora Roseana Sarney (PMDB). Depois da recente viagem para tratamento de saúde, no episódio que ficou conhecido como rodízio de governadores no Maranhão, Roseana finalmente jogou a toalha.

Após desmoralizar o vice-governador Washington Oliveira (PT), colocando no lugar dele o presidente da Assembléia Legislativa Arnaldo Melo (PMDB) e logo depois o presidente do Tribunal de Justiça Jamil Gedeon, Roseana apela.

Como nenhum deles deu certo e ela nunca quis governar, restou invocar Tim Maia: "vamos chamar o síndico".

Fato concreto é que o Maranhão está sob intervenção federal. Sem condições de governar, a filha do presidente do Senado José Sarney (PMDB) perdeu o controle institucional daquilo que ela e sua família consideram um quintal.

A ilustração do "bolo em fim de festa" serve para designar a situação de abandono, desmoralização e caos em que se encontram as nossas instituições, fruto de uma cultura corrosiva que foi destruindo o Maranhão ao longo de cinco décadas.

No Maranhão inteiro há um sentimento de repulsa às perversidades e ao desmando. Todos os dias somos desmoralizados com notícias vergonhosas sobre os piores indicadores sociais do país.

Na própria bancada de deputados sempre fiéis seguidores dos Sarney há descontentamento, traições, revolta, desabafos...

Alguns deles usam as redes sociais como divã eletrônico, onde revelam as reações primitivas do inconsciente, como uma espécie de autocrítica involuntária.

Nem esses aí citados, que passaram a vida inteira faturando as benesses do império sarneísta, estão mais suportando a lama e o caos no Maranhão.

A greve dos policiais e bombeiros militares é o estopim de uma crise que abala os três poderes do Maranhão. É o reflexo da falta de habilidade e sensibilidade do desgoverno que parece estar chegando ao fim.

Porém, não nos iludamos. Sarney é um inimigo forte e traiçoeiro. Todos esses aliados que ameaçam romper podem, a qualquer momento, voltar para a sombra do protetor. Às vezes a zanga é curta devido a um pequeno interesse contrariado que logo é contemplado. 

Então tudo volta ao normal e aquilo que era crise vira poder redobrado. No momento, os ventos são favoráveis a um novo ambiente político no Marnahão. Vamos ver como fica daqui pra diante. (Blog do Ed Wilson)

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