quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Veneno feminino" no Ministério Público

São Luís - Um novo capítulo do conflito aberto entre grupos que disputam o poder no Ministério Público veio à tona nesta quarta-feira 25.

A procuradora Themis Pacheco conseguiu liminar deferida pelo desembargador Stélio Muniz para assumir a direção da Escola Superior da instituição. A decisão foi derrubada pelo Pleno do Tribunal de Justiça, a pedido da procuradora-geral de Justiça, a vianense Fátima Travassos.

Fátima e Themis já foram amigas. Hoje são "inimigas capitais"
Aconteceu o seguinte: Themis Pacheco venceu a disputa eleitoral no Conselho Superior do Ministério Público do também procurador Joaquim Henrique Lobato por quatro votos a três.

Na eleição, ela contou com o apoio do grupo do procurador e ex-procurador-geral de Justiça Raimundo Nonato de Carvalho Filho do qual fazem parte Regina Rocha, Rita de Cássia Batista e Suvamy Vivekananda Meireles.

Lobato foi apoiado pelo grupo adversário, comandado por Fátima Travassos, Francisco das Chagas Barros e Selene Coelho Lacerda, atual corregedora do Ministério Público. Participaram ainda do pleito as promotoras Lena de Cláudia Ripardo e Flávia Nava. Elas não obtiveram votos.

O procurador-geral de Justiça adjunto, Eduardo Nicolau, que presidia a reunião do Conselho Superior, enviou ofício a Fátima Travassos comunicando a vitória de Themis Pacheco e recomendando sua nomeação. A procuradora-geral reagiu dizendo que não nomearia a adversária interna por conta da “inimizade capital” que as duas alimentam.

A procuradora-geral argumentou que a vencedora da eleição já representara contra ela criminalmente e pediu afastamento da coordenação do CAOP (Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude) alegando “divergências ideológicas” com a própria Fátima Travassos. Argumentou ainda que a Escola Superior do Ministério Público é um órgão auxiliar da instituição e não poderia ser comandada por uma inimiga declarada da procuradora-geral.

O argumento foi aceito pelo desembargador Bayma Araújo, que votou no sentido de cassar a liminar concedida por Stélio Muniz. O voto divergente de Bayma foi seguido por nove desembargadores: Raimundo Cutrim, Anildes Cruz, José Joaquim, Lourival Serejo, Jaime Ferreira de Araújo, Raimundo Melo, José Bernardo, Fróz Sobrinho e José Luiz Almeida. Sete votaram com Stélio: Jorge Rachid, Cleonice Freire, Nelma Sarney, Maria dos Remédios Buna, Raimunda Bezerra, Marcelo Carvalho e Raimundo Nonato Souza.

Uma nova reunião do Conselho Superior foi marcada para a próxima segunda-feira com objetivo de definir mais esse imbróglio no Ministério Público.

Vai pegar fogo.


(Blog do Décio Sá, com informações da coluna Estado Maior, de O Estado Maranhão).

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