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| Zé Arlindo de Pinheiro |
Acabou surpreendendo muita gente a inclusão de algumas
prefeituras entre as 41 que estão sendo investigadas e apontadas como tendo
envolvimento com a quadrilha de agiotagem comandada por Gláucio Alencar, preso
por ser suspeito de mandar executar o jornalista Décio Sá no ano passado.
Entre a relação das prefeituras divulgadas com exclusividade
pela TV Mirante, estão cidades como São Luís, Bacabal, Pinheiro, Caxias, Paço
do Lumiar e Timon. Curiosamente e talvez para a sorte da população dessas
cidades, apenas em Caxias o grupo que comandava a prefeitura permanece no
comando, nas demais a população reprovou a administração supostamente envolvida
com agiotagem e decidiu por mudança.
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| Raimundo Lisboa de Bacabal |
Em Caxias, o ex-prefeito era Humberto Coutinho e atualmente
o município é comandado por Léo Coutinho, sobrinho de Humberto. Nas demais
cidades os comandantes da prefeitura em 2012 e supostamente envolvidos com a
quadrilha de Gláucio Alencar no crime de agiotagem perderam o comando das
prefeituras.
João Castelo (São Luís), Bia Venâncio (Paço do Lumiar), Zé
Arlindo (Pinheiro), Socorro Waquim (Timon) e Raimundo Lisboa (Bacabal), todos
perderam a eleição direta ou indiretamente. Talvez não por coincidência, todas
essas cinco prefeituras foram criticadas bastante pela péssima gestão, o que
pode reforçar o envolvimento dos gestores com a agiotagem e o comprometimento
de sua administração.
Antes que alguém queira politizar partidariamente o assunto
e como de costume culpar o grupo político comandado pela governadora Roseana
Sarney, é bom lembrar que desses seis prefeitos das grandes cidades
supostamente envolvidos com agiotagem apenas dois eram aliados da governadora,
dois aliados de Flávio Dino, um do ex-governador José Reinaldo e o outro tenta
formar um novo grupo no Maranhão.
O mais grave de tudo é que a quadrilha de Gláucio Alencar é
apenas um ramo da agiotagem que atua no Maranhão. Existe suspeita de que outras
duas quadrilhas tão “organizadas” quanto, também atuem nesse segmento
envolvendo gestores públicos no Maranhão.
Assim o rico Maranhão, fica cada vez mais pobre e alguns
ainda insistem em culpar exclusivamente um grupo político pelo atraso e pobreza
do nosso Estado.


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