Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado
hoje (3), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura (Unesco) informou que, quase toda semana, registra a morte de mais de
um jornalista em decorrência da atividade profissional. Além disso, em média,
um entre dez crimes contra jornalistas é levado aos tribunais e punido.
Este ano, o principal evento que marca a data está
programado para amanhã (4) na Costa Rica - uma conferência internacional que
discute temas como a garantia da segurança de jornalistas e profissionais da
mídia, o combate à impunidade de crimes contra a liberdade de imprensa, além da
segurança online. No encontro devem ser examinadas as dificuldades e os
obstáculos que impedem as investigações de ataques contra a liberdade de
imprensa, os meios de superá-los e as melhores práticas na luta contra a
impunidade.
A estimativa da Unesco é que, durante a última década, mais
de 600 jornalistas tenham sido assassinados em todo o mundo. Apenas no ano
passado, o órgão condenou o assassinato de 121 profissionais da mídia.
"Garantir a segurança dos jornalistas tornou-se uma
prioridade, e a Unesco liderou a elaboração do Plano de Ação das Nações Unidas
sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade", destacou o órgão.
O pacote de ações prevê que as agências da Organização das Nações Unidas (ONU)
e seus parceiros trabalhem juntos para criar um ambiente de trabalho mais
seguro para os jornalistas. A versão em português do plano está disponível no
site www.segurancadejornalistas.org.
Edição: Talita Cavalcante
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